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ACEGE cria fundo de capital de risco de 2, 5 milhões

Constituído numa parceria entre seis entidades, é lançado no primeiro trimestre de 2010 um fundo de capital de risco de 2.5 milhões de euros. Empreendedores desempregados, a partir dos 40 anos, quadros médios ou superiores poderão ser os beneficiários

São 2.5 milhões de euros que deverão estar disponíveis durante o primeiro trimestre de 2010, como fundo de capital de risco. É uma iniciativa da ACEGE - Associação Cristã de Empresários e Gestores de Empresas e conta, como participantes fundadores, com o Grupo José de Mello, a Caixa Geral de Depósitos, o Banco Espírito Santo, o Banco Santander Totta e o Montepio. A esse valor ainda poderá acrescer mais 2.5 milhões se a candidatura apresentada ao QREN for aprovada.

Os beneficiários deste fundo de capital de risco deverão ser "quadros médios ou superiores que queiram desenvolver uma actividade empreendedora, desempregados e a partir dos 40 anos", revela Nuno Fernandes Thomáz, da ACEGE. Estas limitações nas candidaturas prendem-se com o próprio objectivo do fundo, adianta o responsável: "existe uma enorme preocupação da ACEGE como o problema da pobreza, da exclusão social e, a causa mais próxima, o desemprego. Dentro do desemprego há o facto de as pessoas a partir dos 40 anos, se caem numa situação de desemprego, dificilmente conseguirem voltar à vida activa".

Para assegurar a viabilidade do projecto, contaram com o apoio da Mckenzie. No seu estudo, a consultora terá detectado cerca de 40 mil pessoas nessa situação - quadros médios ou superiores desempregados ou a caminho do desemprego.

Financiamento a 80 a 90%

Nesta fase, está em criação o Comité de Investimentos, que será responsável pela análise de risco do projecto e dos vários critérios de selecção das iniciativas apresentadas. Os projectos poderão ser apoiados a um máximo de 80 a 90%, "consoante a natureza do próprio projecto", aponta Nuno Fernandes Thomáz. O responsável garante que não existem sectores de actividade preferenciais, sendo a avaliação feita sobretudo "pelo mérito" do conceito.

Para além do financiamento, será disponibilizado um mecanismo de apoio à gestão. O intuito, fazer um trabalho de acompanhamento de back Office, para que os empreendedores se concentrem na actividade central. Contam, para isso, com o apoio de diversas entidades, sempre numa perspectiva pro bono. É o caso da Accenture, responsável pela construção da infra-estrutura de suporte ao projecto, da Imago, no desenvolvimento da estratégia de comunicação, da empresa Morais Leitão, Galvão Teles, Soares da Silva, no apoio jurídico, entre outras. Além, claro, dos próprios quadros da ACEGE. Será um acompanhamento total para "assegurar o rigor colocado na gestão de um fundo que tem uma natureza pedagógica", conclui Nuno Fernandes Thomáz.


Elaborado por: Cristina Soeiro